Um sistema web sob medida no Brasil custa, em 2026, entre R$ 5.000 e R$ 15.000 quando resolve um processo único e bem delimitado, R$ 15.000 a R$ 40.000 quando envolve vários módulos integrados, e passa de R$ 40.000 quando há regras de negócio complexas, migração de dados legados ou integrações com sistemas de terceiros.
Essa faixa não é um preço de tabela: é o resultado de uma conta. Entender como ela se forma é o que separa quem contrata bem de quem descobre no meio do projeto que o orçamento não cobria metade do que precisava. Se você já tem o escopo na cabeça, pode publicar o briefing e receber uma estimativa fechada sem custo.
Do que é feito o preço de um sistema web
O valor final é sempre horas de trabalho multiplicadas por perfis técnicos. O que muda de projeto para projeto é quantas horas cada etapa consome. Estas são as cinco que aparecem em praticamente todo orçamento sério:
| Etapa | Peso no orçamento | O que acontece nela |
|---|---|---|
| Levantamento de requisitos | 5% a 10% | Mapeamento do processo atual, regras de negócio e critérios de aceite. Pular esta etapa é a causa número um de retrabalho. |
| Prototipagem UX/UI | 10% a 20% | Wireframes e protótipo navegável. Quanto mais telas únicas, maior o custo — telas repetidas custam pouco. |
| Backend | 30% a 40% | Modelagem do banco, regras de negócio, permissões, APIs e segurança. É onde mora a complexidade real. |
| Frontend | 20% a 30% | Implementação das interfaces, validações e experiência de uso em desktop e celular. |
| Testes e QA | 10% a 15% | Testes automatizados e homologação com usuários reais antes de ir ao ar. |
Os fatores que mais movem a agulha
- Número de perfis de acesso. Um sistema com um único tipo de usuário é bem mais barato que um com quatro perfis e permissões diferentes por tela.
- Integrações com terceiros. Cada conexão com ERP, meio de pagamento ou API externa exige documentação, homologação e tratamento de indisponibilidade.
- Migração de dados. Trazer planilhas ou um sistema antigo envolve limpeza, deduplicação e conferência — costuma ser um marco de entrega por si só.
- Relatórios e dashboards. Um relatório simples é rápido; um painel com filtros cruzados e exportação consome mais que muita tela de cadastro.
As três faixas do mercado brasileiro
| Porte | Investimento | Perfil típico |
|---|---|---|
| Simples | R$ 5.000 – R$ 15.000 | Um processo específico digitalizado: agendamento, controle de OS, cadastro com relatórios básicos. Um perfil de acesso. |
| Médio | R$ 15.000 – R$ 40.000 | Vários módulos conectados, perfis de acesso distintos, uma ou duas integrações e relatórios gerenciais. |
| Complexo | A partir de R$ 40.000 | ERP ou plataforma multiempresa, regras fiscais, migração de legado e várias integrações críticas. |
Repare que a diferença entre as faixas quase nunca é "quantidade de telas". É a quantidade de decisões que o sistema precisa tomar sozinho. Um cadastro com 40 campos é barato. Uma regra de rateio que muda conforme o tipo de cliente, o volume e o mês do ano é cara — e é exatamente ela que justifica o sistema existir.
Como reduzir o custo sem estragar o projeto
- Comece pelo processo que mais dói. Um sistema que resolve bem uma coisa e entra em uso vale mais que um projeto grande que nunca fica pronto.
- Aceite o padrão onde não há diferencial. Login, cadastro de usuários e permissões não precisam ser reinventados — economize aí e invista na regra que é sua.
- Escreva o briefing antes de pedir preço. É o que permite comparar propostas de verdade em vez de comparar suposições.
- Divida o pagamento por marcos. Você dilui o investimento e mantém o controle sobre o ritmo do projeto.
Se quiser ver como esses princípios se aplicam ao seu caso, a página de sistemas web sob medida detalha o que entregamos, e a de quanto custa desenvolver um sistema aprofunda a comparação entre software genérico e solução própria.
Perguntas frequentes
Dá para fazer um sistema web por menos de R$ 5.000?
Dá, quando o escopo cabe em poucas telas e nenhuma integração — algo próximo de um formulário com painel. Abaixo dessa faixa, normalmente o que se contrata não é um sistema sob medida, e sim a configuração de uma ferramenta pronta. Nada errado nisso, desde que a expectativa esteja clara.
Quanto tempo leva para ficar pronto?
Um sistema simples costuma levar de 4 a 8 semanas; um de porte médio, de 3 a 5 meses. O modelo de marcos permite que as primeiras funcionalidades entrem em uso antes de o projeto terminar.
O código-fonte fica comigo?
Sim. Em um sistema sob medida contratado via GoappyConnect, a propriedade do código é da sua empresa e consta em contrato, junto com a entrega dos repositórios e da documentação técnica.
Existe custo mensal depois de entregue?
Existe o custo de infraestrutura em nuvem, backups e monitoramento, além da manutenção evolutiva se você quiser continuar melhorando o sistema. Esse valor é apresentado na proposta desde o início, para não virar surpresa após o lançamento.
Pronto para tirar o projeto do papel?
Publique o briefing e receba uma proposta com escopo, prazo e pagamento protegido por marcos.