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Como contratar Altíssima intenção

Como Contratar Desenvolvedor Web sem Riscos de Prazos e Prejuízos

Checklist de 7 passos: validação de código, NDA, pagamentos vinculados a entregáveis e suporte pós-entrega.

Equipe GoappyConnect 9 min de leitura

A maioria dos projetos de software que dá errado não falha por incompetência técnica. Falha por ausência de escopo escrito, de critério na escolha e de garantia contratual. Os três são resolvíveis antes de assinar qualquer coisa — e é disso que trata este checklist de sete passos.

Se preferir pular a etapa manual, publique o escopo do projeto e a curadoria técnica é feita para você.

Checklist de 7 passos

1. Escreva o escopo antes de pedir preço

Sem escopo escrito, cada fornecedor orça uma coisa diferente e você compara suposições, não propostas. Liste as telas, os perfis de acesso, as integrações necessárias e o que não faz parte do projeto — essa última lista evita mais discussão que a primeira.

2. Peça portfólio com contexto, não só screenshots

Uma tela bonita não diz nada sobre a qualidade do que está por trás. Pergunte qual era o problema do cliente, qual foi a solução técnica, quanto tempo levou e o que daria para fazer diferente. Quem construiu de verdade responde sem hesitar.

3. Valide a stack para o seu caso

A tecnologia deve servir ao projeto, não ao gosto de quem desenvolve. Desconfie de quem propõe a mesma stack para tudo. Se o profissional não consegue justificar a escolha em linguagem que você entenda, é sinal de alerta.

4. Exija CNPJ, contrato e nota fiscal

Sem CNPJ não há despesa lançável nem respaldo jurídico. O contrato deve trazer escopo item a item, prazos por entregável, propriedade do código-fonte para a sua empresa e cláusula de confidencialidade.

5. Vincule o pagamento a entregáveis

Nunca pague o valor integral adiantado. Divida em marcos, cada um com critério de aceite objetivo, e libere apenas após validar a entrega. É a única proteção real contra abandono no meio do caminho.

Modelo de marcos de entrega e critérios de aceite
Marco Entregável Critério de aceite
1 Protótipo e design Telas navegáveis aprovadas pela sua equipe
2 API e banco de dados Endpoints funcionando com dados reais em homologação
3 Telas e integrações Fluxo completo testado por usuários da operação
4 Lançamento Sistema em produção, monitorado e documentado

6. Combine o suporte pós-entrega antes de começar

Todo software tem ajustes nas primeiras semanas de uso real. Defina em contrato qual é o período de correção de falhas sem custo e o que se enquadra como correção — e o que já é evolução, cobrada à parte.

7. Garanta acesso ao código e às contas desde o início

Repositório, servidor, domínio e contas de loja devem estar no nome da sua empresa desde o primeiro dia. Se estiverem no nome de quem desenvolve, você perde o controle do próprio produto se a relação terminar.

Cinco sinais de alerta na conversa inicial

  • Orçamento fechado sem perguntas. Quem não pergunta não entendeu o problema.
  • Prazo redondo demais. "Em um mês fica pronto" antes de ver o escopo é chute.
  • Resistência a contrato. Profissional sério não se incomoda em formalizar.
  • Pagamento integral antecipado. Não existe justificativa técnica para isso.
  • Excesso de jargão. Quem domina o assunto explica em linguagem simples.

Para aprofundar, veja o comparativo entre empresa e freelancer e a página de contratação de desenvolvedores.

Perguntas frequentes

Como avaliar código se eu não sou técnico?

Você não precisa ler o código. Peça uma auditoria técnica independente antes de aceitar a entrega final: um profissional externo verifica arquitetura, segurança, presença de testes e documentação. Custa uma fração do projeto e evita herdar um sistema impossível de manter.

Qual percentual pagar em cada marco?

Uma divisão comum é 20% na aprovação do protótipo, 30% na API, 30% nas telas e integrações e 20% no lançamento. O importante não é o percentual exato, e sim que nenhum pagamento aconteça antes da entrega correspondente ser aprovada.

O que fazer se o desenvolvedor sumir no meio do projeto?

Com contrato, marcos e acesso ao repositório desde o início, você retoma com outro profissional a partir do que já foi entregue. Sem essas três coisas, na prática se recomeça do zero — que é exatamente por que elas existem.

Vale a pena assinar NDA?

Sim, e é padrão em contratação corporativa. A cláusula de confidencialidade protege a sua ideia, os dados dos seus clientes e as regras de negócio que dão vantagem competitiva à empresa.

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